quarta-feira, 23 de julho de 2008

Retalhos Ralos e Calos


A poesia não deve que ter regras, não pode ter limites e muito menos restrições.
Por isso eu escrevo livre de tudo o que me aflige e do que possa podar minha imaginação.
Na verdade creio escrever, quando na verdade TRANScrevo, pois quem fala não sou eu, é ele!
É aquele que se apodera de mim e que com confiante certeza desafia o teclado com tão hábil destreza que faz com que em noites menos inspiradoras tenha eu que me recolher a insignificância de minha reles existência...
Retalhos, que de tão ralos, conseguem apertar os calos
E são deles que me servirei até que a fonte da imaginação volte a jorrar mais ideias frescas para um novo texto...


Retalhos Ralos e Calos


Me perguntam por que as críticas
Não sei, mais se fosse perfeito não criticaria
Mas como não é perfeito
Me dou ao luxo de comentar

Queria ter outros olhos
De outrem que não eu
Assim talvez entederia este mundo
Que me surpreende de tanta intolerância

Falo por que sinto
Sinto por que sou
Sou porque me fizeram
E já que fizeram eu faço mais ainda

A vida não tem sentido
Se tivesse eu seguiria a contra-mão
Assim encararia todos de frente
E perguntaria para onde vai toda essa gente

Nem tudo que esta escrito tem que ter razão
Assim como nem toda razão tem que ter sentido
Desta forma somos nós, eternos contraventores
Ignorando que deste mundo somos os autores


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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Surpreender-me-ia se não me surpreendesse...


Nenhuma primavera é igual a anterior
As plantas seguem as mesmas, porém suas flores sempre mudam
E como não mudariam?
Depois de um ano completo não haveria como repetir a mesma obra-prima
Sábia é a natureza que se renova a cada ano
Que estação após estação nos apresenta uma nova surpresa
E surpreender-me-iria se não me surpreendesse...


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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Novos Horizontes



Minha voz soa vazia
Reverberando em um mundo sem fim
Para todos os lados vejo apenas o horizonte
Delimitando o abismo da solidão
O que há de errado conosco?
Onde foi parar nossa ternura?

Sinto apenas a brisa gélida do inverno que se aproxima
Que com rajadas violentas me congela a face
Olho para cima em busca de um sol que me aqueça
Mas há muito ele se esconde por tras de tempestuosas nimbos
Como pode uma nuvem encobrir por tanto tempo o sol?
O mesmo vento que me gela também não pode afasta-la?

Quero um corpo que me aqueça
Que me faça esquecer o frio que faz la fora
Pois há muito não me lembro o que é calor humano
E me valho apenas daquele cobertor velho para me esquentar


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